<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener("load", function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <iframe src="http://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID=12368293&amp;blogName=minhas+viagens&amp;publishMode=PUBLISH_MODE_BLOGSPOT&amp;navbarType=BLUE&amp;layoutType=CLASSIC&amp;searchRoot=http%3A%2F%2Fasviagens.blogspot.com%2Fsearch&amp;blogLocale=pt_BR&amp;homepageUrl=http%3A%2F%2Fasviagens.blogspot.com%2F" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" frameborder="0" height="30px" width="100%" id="navbar-iframe" allowtransparency="true" title="Blogger Navigation and Search"></iframe> <div></div>

Quarta-feira, Abril 27, 2005

Desbravando a Terrinha

(23 de setembro a 1º de outubro de 2004)

Dos países europeus, Portugal é um dos que nunca estiveram na minha pauta de viagens. A terra de Camões e Cabral não me atraía pela gastronomia, passeios turísticos nem cultura do povo. No ano passado, fui surpreendida. Em uma viagem quase sem querer, passei alguns dias na terrinha e adorei.

A primeira grande vantagem é, obviamente, a língua. Só não dá para acreditar que a comunicação será perfeita. Os próprios portugueses costumam dizer que não falamos o mesmo idioma. Segundo eles, nós falamos brasileiro. O sotaque é bem diferente e há diversas palavras que não existem no vocabulário daqui. Sande, ementa, rotunda, berma e inversão de marcha significam, respectivamente, sanduíche, cardápio, rótula (ou rotatória), acostamento e retorno.

Portugal é um país bem pequeno. Portanto, é possível ir a diversas cidades em poucos dias. Em alguns casos, dá para passar por três quatro em menos de 24 horas. São muitas as cidades pequenas do interior que tem apenas um ou dois pontos que merecem uma visita. Nesses casos, é olhar e seguir viagem. Fizemos assim: programamos algumas paradas origatórias, mas fomos construindo o roteiro de acordo com a vontade.

Depois de chegarmos ao aeroporto de Lisboa, seguimos para Évora, capital do Alentejo e Patrimônio da Humanidade. A bela cidade é cercada por muralhas e sua população se desenvolveu ao redor do templo romano de Diana, construído no século II. Entre os principais pontos de visita da cidade, impossível não destacar a Capela dos Ossos (foto), dentro da Igreja de São Francisco. Na entrada, a frase "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos te esperamos". Do lado de dentro, ossos de 4 mil monges que lá viveram. Tétrico e belo.

Seguindo o roteiro, fomos para o Algarve, no sul do país. Com belas praias e 3 mil horas de sol anuais, o Algarve é um dos principais focos turísticos de Portugal. Quem quer conhecer a região precisa passar por cidades como Tavira, Olhão, Faro, Vilamoura, Albufeira, Portimão, Lagos e Sagres. A mais legal delas é Alfubeira, uma cidade bem pequena, mas que tem um centrinho com restaurantes, bares e pubs com opções gastronômicas bem variadas. A capital é Faro, onde a cidade antiga também é cercada por muralhas. O passeio mais belo fica em Lagos, na Ponta da Piedade (foto). Uma volta de barco por entre as formações rochosas no mar vale cada Euro cobrado (custa entre 10 e 15). Tem ainda o Cabo de São Vicente, lá na pontinha do mapa, onde os penhascos e o vento dão uma sensação (quase) desconfortável de medo. Não há segurança, portanto o limite é o visitante que se dá. Uma placa nas pedras avisava aos mais corajosos que um casal alemão havia perdido o filho ali.

Não ficamos muito tempo em Lisboa, mas foi o suficiente para conhecer a Torre de Belém, o Padrão do Descobrimento, a Estação do Rossio, o Mosteiro dos Jerônimos, Parque das Nações, entre outros pontos. O suficiente também para provar os excelentes pasteizinhos de Belém (foto) – os originais, claro. Em Lisboa, por sinal, que me senti de fato na Europa. Foi a capital portuguesa que me proporcionou observar a combinação que eu já tinha visto em lugares como Paris, Londres e Roma: a união do antigo com o novo. Sim, acho que preciso conhecer mais o interior dos países.

Perto de Lisboa ficam Sintra, Estoril e Cascais. O Palácio da Pena, em Sintra, é o mais bonito – pelo menos por fora. Estava fechado e, infelizmente, não deu pra visitar. Na cidade, fizemos apenas um passeio pelo Castelo dos Mouros, construído no século VIII. Cascais e Estoril formam a dupla de praias badaladas da Costa de Lisboa. Em Estoril, além do famoso autódromo, há o maior cassino da Europa (foto), onde as pobres deixaram 10 Euros cada uma. Também próximo dessa região, fica Queluz. No Palácio Real, construído no século XVII e conhecido como Versalhes português, é possível entrar nos quartos de figuras como D. João VI e D. Pedro II.

As igrejas são um capítulo à parte em Portugal. Além das já citada Igreja de São Francisco, onde fica a Capela dos Ossos, e do Mosteiro de São Jerônimo, há uma dezenas de igrejas e mosteiros que não podem ficar de fora do roteiro dos mais crentes. Eu visitei algumas: as igrejas Santa Maria do Castelo (Tavira), Nossa Senhora do Rosário (Olhão) e Sé (Faro e Évora), além da Abadia de Batalha, o Santuário de Fátima e o Mosteiro de Mafra. Mas quem quiser conhecer o que Portugal tem para oferecer em matéria de igrejas tem que ir muito além. Em Braga, por exemplo, ficam algumas das mais belas, e nem chegamos perto da cidade.

Óbidos é, sem sombra de dúvidas, a cidade mais linda que visitamos em Portugal. Ela fica inteirinha dentro de muralhas, tanto que é necessário deixar o carro do lado de fora para visitá-la. Dentro das muralhas, só circulam os moradores. A maioria dos prédios que se vê em Óbidos são pousadas, restaurantes ou lojas. E é de lá uma bebida doce, que parece um licor, chamada ginjinha. Ela é feita com uma fruta parecida com cereja (ginja), açúcar e aguardente. Não é lá uma maravilha, mas pra conhecer, vale.

As cidades grandes também valem a visita. Coimbra é sede da bela universidade, onde fica uma biblioteca com mais de 150 mil livros e manuscritos, muitos deles com grande valor histórico. Na margem direita do Rio Douro (quem consome vinho português já deve ter alguma intimidade com esse nome), fica o Porto, que disputa liderança econômica do país com Lisboa e cujo centro histórico foi considerado Patrinômio da Humanidade em 1997. Ao contrário do que o muito inteiro pensa, não é lá que é feito o vinho do porto. Os vinhos licorosos, que eu particularmente não gosto, são produzidos e engarrafados do outro lado do rio, em Vila Nova de Gaia. Em Gaia, é possível visitar as caves de marcas como Ramos Pinto e Sandemen.

Se o vinho do porto não é dos meus preferidos, outros vinhos portugueses me agradam. Mas como fez muito calor enquanto tivemos por lá, não tive grandes oportunidades de prová-los. A bebida alcóolica mais freqüente foi mesmo a cerveja, em especial a Sagres (entrem no site e reparem em algo bem de português). Das não-alcóolicas, só reparei nos sabores bizarros de Fanta, como manga e abacaxi. A comida, claro, foi basicamente peixes e frutos do mar. Comi bacalhau de todos os tipos, sardinhas e outros peixes, camarão e até percebes (essas coisinhas pretas e nojentas da foto). Pão e azeite fizeram a entrada de todas as refeições. Delícia. E pra não dizer que não falei de nenhum restaurante específico, em Lisboa é bom passar no João do Grão (Rua dos Correeiros, 220-226), um restaurante centenário que tem, entre outras gostosuras, um famoso bacalhau com grão de bico e costeletas de cordeiro. Bom e com preço honesto (aliás, como quase todos os restaurantes que fomos em Portugal). É bom lembrar também que as porções chamadas de individuais servem bem duas pessoas e muito bem um guloso com muita fome. Dois pratos para três pessoas é o ideal.

A maior diversão da viagem, entretanto, ficou por conta dos próprios portugueses. Eles não são burros, mas levam tudo ao pé da letra, são diretos e inflexíveis, o que os torna, por vezes, extremamente grossos. Ainda assim, adoram receber brasileiros, que estão acostumados a ver diariamente – as novelas da Globo fazem o maior sucesso por lá. As placas de trânsito também eram engraçadas. Vi coisas como "Proibido seguir em frente, exceto Bombeiros em emergência" e a clássica "Todas as direções" (foto).

PS: Mais fotos da viagem, com legendinhas e datas, no meu Fotki.

Sexta-feira, Abril 22, 2005

Santos, sempre Santos

(de 9 a 14 de fevereiro de 2005)

Santos me surpreendeu positivamente. A cidade velha, suja e com uma praia feia que eu esperava encontrar não existe. Com mais de 418 mil de habitantes – número que cresce absurdamente no verão –, Santos é muito simpática.

O caminho de São Paulo para o litoral é a primeira atração do roteiro. As famosas curvas da Anchieta, que faz o contorno da serra, têm a melhor vista na descida. Mas a Imigrantes, com seus túneis enormes, é bem mais divertida. Na subida de volta, a rodovia tem enormes pontes entre os morros. Muito bacana.

Chegando na cidade, a primeira boa surpresa foi mesmo a praia. No calçadão de Santos está o maior jardim de orla do mundo. Pela foto, dá para ver como é bonito. E o calçadão todo é superorganizado. Tem vários quiosques, chuveiros espalhados por toda parte, banquinhos e uma ciclovia. Na areia, vendedores de tudo, incluindo aí o queijo coalho que eu amo. Assim até eu acho agradável puxar uma cadeira e ficar na areia – embaixo do guarda-sol, óbvio.

Por estar no estado de São Paulo, Santos tem algumas vantagens. Uma delas é ter pizzarias de verdade. A Maria Quitéria, por exemplo, tem uma pizza deliciosa. A decoração retrô e a quantidade de sucos diferentes no cardápio são um excelente complemento. Outra vantagem é ter supermercados 24 horas. Num deles, o Pão de Açúcar, encontrei a tão desejada graviola. Tomei suco da frutinha do Nordeste por dois dias.

Em uma semana em Santos, eu não poderia deixar de ir à Vila Belmiro. Com um convite tentador de assistir a um jogo na tribuna de honra, então. Pena que Santos x Guarani foi um jogo tão ruim. Mas ainda foi melhor do que ver meu Corinthians tomar três gols, três dias depois.

Ainda conheci outra Mirella Nascimento, comi muito peixe, tomei água de coco, fui ao shopping, etc. Enfim, foi uma viagem deliciosa. As atrações turísticas da cidade e outros passeios ficaram para a próxima visita ao pai. Principalmente o vôo de parapente sobre a praia e uma ida à Casa do Café.